DESCONHECIDO ATACA ARISTEU PIRES  escrito em domingo 11 fevereiro 2007 03:46

 Uma rua  silênciosa, onde o silêncio é quebrado pelo canto dos passáros, essa via está localizada entre a sede da prefeitura e a Igreja Medalha Milagrosa. A Aristeu Pires França foi atacada por um indivíduo desconhecido.

 Esse ilustre desconhecido "plantou" um pedaço de madeira num bueiro, as sete e meia da noite; oferecendo perigo aos motoristas distraídos.

permalink

INGMAR BERGMAN  (Cinema) escrito em quarta 22 novembro 2006 20:40

 

Ingmar Bergman

 

Ernest Ingmar Bergman nasceu em Uppsala, famosa cidade universitária na Suécia, em 14 de Julho de 1918. É dramaturgo e cineasta sueco. Filho de um pastor luterano teve uma puerícia rígida, assinalada por punições psicológicas e corporais, assunto freqüente em seus trabalhos.

Igmar estudou literatura e história da arte na Universidade de Estocolmo, onde o teatro o seduziu, e mais tarde o cinema. Começou a sua carreira em 1941, escrevendo a peça de teatro "Morte de Kasper" e, em 1944, redigiu o primeiro argumento para o longa - metragem "Hets" ("Tormento"), do importante cineasta sueco Alf Sjorberg.

"Kris" ("Crise", 1945), O primeiro filme de Bergman baseado na obra teatral de Leck Fischer, pondera sobre o pessimismo do pós-guerra europeu.

Ao fazer "Fangelse" ("Prisão" 1949), Ingmar inicia uma etapa em que duas questões essenciais convivem: uma de índole filosófica, em torno de teses como a existência de um criador ou do bem e do mal; outra, de gênero sarcástico, centrada nas dificuldades da falta de entendimento entre os homens.

"Sonnaren med Monika" ("Mônica e o Desejo", 1952) pode ser apreciada como sua primeira obra-prima; estudo romântico sobre o amor adolescente e as suas desilusões. Foi esse filme, por sinal, que despertou o interesse de Woody Allen pelo diretor sueco.

Baseado em sua peça "Pintura Sobre Madeira" (1954), "O Sétimo Selo" ("Det Sjunde Inseglet", 1956), pode ser decodificado como uma a parábola do século XX e da vida na sociedade que ainda vivemos, concebida como mito medieval. O filme ganhou o Prêmio do Júri do Festival de Cannes.

Vitorioso do Urso de Ouro no Festival de Berlim de 1958, "Morangos Silvestres" ("Smultronstaler", 1957) pesquisa a concepção do fato, do devaneio e da memória para refazer o curso do médico Isak Borg, interpretado perfeitamente por Victor Sjostrom, um mestre do cinema mudo sueco.

Vencedor do Oscar e do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro em 1960, "A Fonte da Donzela" ("Jungfrukallan") relata, em um jogo de penumbra e claridade, uma alegoria sobre crença, transgressão, iniqüidade e perdão. O roteiro de Ulla Isaksson partiu da ária medieval "A Filha de Tore", que enfoca a Suécia do século 14 com todas as incoerências religiosas da época.

Tragédia psicológica densa em que Bergman analisa com minúcia o processo de destituição de uma família, "Através de Espelho" ("Sansom I En Spegel") é uma das principais obras do cineasta. É ganhador do Oscar de Melhor filme estrangeiro em 1961.

Uma das películas mais perturbadoras de Ingmar, Gritos & Sussuros (Viskningar Och Rop, 1972), a concepção do cineasta foi fazer um filme onde pudesse descrever quatro facetas de sua progenitora, uma mulher assaz tranqüila e que ele amava muito. O filme foi indicado a cinco Oscar, incluindo Melhor filme e Direção, foi premiado com o Oscar de Melhor Fotografia, do genial Sven Nyvist.

Ao som de Chopin, Bach, Haendel e Schumam, "Sonata de Outono" (" Hostsonat", 1978), Ingmar urdir uma amarga ponderação sobre as relações familiares num roteiro nada menos que brilhante. O filme marca o encontro do cineasta com a mitológica atriz Ingrid Bergman ("Casablanca", 1943) indicada ao Oscar de Melhor atriz por sua atuação.

"Fanny e Alexander" ("Fanny och Alexander", 1982), o cineasta idealizou o filme como minissérie para TV, com a duração aproximada de cinco horas (e cinco capítulos). O próprio diretor encarregou-se de fazer a montagem para o cinema. Ganhou quatro Oscar, nas seguintes categorias: Melhor filme Estrangeiro, Melhor Fotografia, Melhor Figurino e Melhor Direção de Arte. Foi o seu último trabalho para o cinema.

.

permalink

FRITZ LANG  (Cinema) escrito em quinta 09 novembro 2006 21:17

 

Friedrich Christian Anton Lang nasceu em Viena de Áustria, em 5 Dezembro 1890, apenas um ano depois de Adolfo Hitler. Filho de Arquiteto, Lang estudou muito brevemente arquitetura na Universidade técnica de Viena, depois foi para Paris e lutou na Primeira Guerra Mundial, onde, em decorrência de um ferimento, perdeu a visão do olho direito.

Enquanto se recuperava,  escreveu seus primeiros roteiros. Motivado pela venda de dois desses   trabalhos para o cinema, Lang começou, ele próprio, a dirigir filmes. Em 1919 estrearia como diretor no hoje perdido "Halbblut", do qual se sabe muito pouco, exceto a sinopse, que fala de um homem destruído pelo amor que nutre por uma mulher.

"A MORTE CANSADA" (DER MUDE TOD, 1921). Maravilhosa fábula gótica/ romântica inspirada nos sonhos de infância do genial diretor Fritz Lang, em colaboração com sua esposa Thea Von Harbou. Influenciou outras obras-primas do cinema mudo como "O Sétimo Selo" de Ingmar Bergman e" O Gabinete das Figuras de Cera" de Paul Muni.

O filme seguinte, "Dr. Mabuse -Parte 1: O jogador" (Dr.Mabuse, Der Spieler: Der Grobe Spieler- Eis Bild Der Zeit, 1922), descreve minuciosamente a época após a Primeira Guerra Mundial, Mabuse é o anti - herói que ganha a vida em manipulações financeiras e influenciando pessoas a cometerem assassinatos.

"Dr. Mabuse - Parte 2: O Inferno do Crime" (Dr.Mabuse, Der Spieler- Ein Bild der Zeit, 1922).  Este filme é um dos grandes marcos na história do cinema, por utilizar novas técnicas narrativas. Progresso visto somente nas obras cinematográficas de David Griffith, realizados oito anos antes desta produção.

Fritz Lang, produtivo, realizou o clássico "Die Nibelungen" ("Os Nibelungos"), lenda germânica em duas partes; "Siegfrieds Tod" ("A Morte de Siegfried", 1923) e "Kriemhildes Rache" ("A vingança de Kremilde", 1924).

"Metropolis" ("Metropoli", 1926), o alemão Fritz Lang, ainda no tempo do cinema mudo realizou uma obra que serviu de base para toda a produção de filmes de ficção científica que viria depois. O filme foi o mais caro realizado na Alemanha até então, em uma produção de mais de cinco milhões de marcos, 800 atores, 30 mil extras e uma filmagem de quase um ano inteiro.

"A Mulher na Lua" (Die Frau im Mond, 1929). O filme vale por uma curiosidade. O modelo dos mísseis é incrivelmente semelhante ao das bombas V1 e V2 idealizadas 14 anos depois pelo cientista Werner Von Baron, o qual desaprovava o uso militar dos foguetes e sofreu nas mãos de Hitler por conta disso.

"M- O Vampiro de Dusseldorf" (M- Eine Stad Sucht den Moerdver 1931), o primeiro filme falado do diretor Fritz Lang, que dois anos depois se mudaria para os Estados Unidos. A película reflete, claramente, o clima de terror que predominava na Alemanha, na época da ascensão do nazismo. No período o cinema alemão entrava em decadência, já notada nos últimos anos do cinema silencioso. Entretanto, alguns filmes como o Anjo Azul, A Ópera dos Três Vinténs , Senhoritas de Uniforme e M, o Vampiro de Dusseldorf são exceções.

"O Testamento do Dr. Mabuse" (Das testament des Mabuse 1933), foi censurado antes da sua estréia pelo chefe da propaganda nazista Joseph Goebbels. A última obra-prima de Fritz Lang na Alemanha é uma verdadeira alegoria sobre o novo regime.

"Fury" (Fúria, 1936), o diretor Fritz Lang no seu primeiro filme nos Estados Unidos, reuni a sua paixão pela justiça e o seu inimitável estilo visual que marcou a história do cinema com uma consciência social.

"Os Corruptos" (The Big Heat, 1953), em um de seus filmes noir mais famosos, Fritz Lang nos apresenta uma nova e bem elaborada história do gênero, capaz de reviver a atmosfera assustadora de "M".

Em 1956 Lang, aborrecido com produtores metediços e controladores, desistiu da América indo residir na Alemanha. Em 1959 fez, em alemão, dois filmes na índia, e em 1960 realizou na Alemanha o seu último filme Die Tausend de Dr. Mabuse. Em 1964, quase cego, presidiu ao Festival de Cannes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

 

 

 

.

 

 

 

 

  

 

 

permalink

BERNARDO Bertolucci  (Cinema) escrito em terça 31 outubro 2006 21:40

Bernardo Bertolucci nasceu na cidade de Parma, Emilia-Romagna, Itália, em 16 de março de 1940. Antes de fazer cinema, estudou na Universidade de Roma e ganhou fama como poeta. Em 61 foi convidado por Pier Paolo Pasolini para trabalhar como assistente de direção no polemico filme “Desajuste Social” (“Accatone”, primeiro filme de Pasolini ).

 

Em 1962, dirigiu seu primeiro filme “A Morte” (La Commare Secca). Com roteiro de Pier Paolo Pasolini, Bertolucci constrói no estilo de Rashomon, de Akira Kurosowa; um filme fascinante sobre a natureza da verdade e o processo da memória.

 

“Antes da Revolução” (Prima della Rivoluzione, 1964) é o segundo filme de Bertolucci, lançado dois anos apósLa Commare Secca. História de forte inspiração autobiográfica de Bernardo Bertolucci, “Antes da Revolução é um filme sobre as inquietudes intelectuais de uma geração. Romântico e realista, este filme, oferece temas e personagens muito bons para debate.

 

Baseado no conto “O Tema do Traidor e do Herói”, do escritor argentino Jorge Luis Borges, “A Estratégia da Aranha” (LA Strategia Del Ragno, 1970) relata a luta da descoberta individual com os falsos símbolos e ideais de um regime político, através de imagens surreais, inspiradas nas pinturas surrealistas de René Magritte.

 

O Conformista (Il Confomista, 1970), do romance de Alberto Moravia é a sua primeira obra – prima, que opõe magnificamente o regime fascista italiano a um personagem freudianamente torturado, sexualmente reprimido, que mete na polícia política do fascismo quase que inadvertidamente; ele se deixa levar e é atropelado pela história.

 

“O Último Tango em Paris” (Ultimo Tango a Parisi, 1972), sua segunda obra – prima chocou meio mundo e deu a Bertolucci mais uma chance de concorrer ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Diretor e Melhor Ator (Marlon Brando). O Último Tango em Paris foi proibido em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil, de ás fortes cenas de sexo.

Em 1988, Bertolucci ganhou nove Oscars com “O Último Imperador” (The Last Emperor, 1987), nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som e Melhor Roteiro Adaptado. O filme conta a saga de Pu Yi, o último imperador da China, que assumiu o posto aos três anos de idade.

 

“O Céu Que Nos Protege (The Sheltering Sky-1990), baseado no livro autobiográfico de Paul Bowles (1949)”, é um filme denso, profundo, sobre a angústia e desatino, a busca de si que significa o abandono do eu.

 

“Assédio” (“Besieged”, 1998), e a narrativa que lhe deu origem, o conto” Besieged” do escritor Londrino James Lasdum, é a história sobre o amor que une dois mundos bastante diferentes.

 

Em “Os Sonhadores” (“The Dreamers, 2003”.), a revolução social e política servem apenas como pano de fundo de uma história de amor. Segundo o filme, a maior herança dos anos 60, foi à revolução comportamental, de costumes, e não política, de engajamento social.

permalink